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Dell não descarta data center no Brasil

qui, jul 1, 2010

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A Dell não descarta a possibilidade de operar um data center para seus clientes ao Brasil. “A decisão é muito de mercado. Se precisar, vamos ter uma estrutura aqui”, afirma Raymundo Peixoto, diretor-geral da fabricante no País, citando não ver a necessidade de um movimento nesse sentido “imediatamente”.

Contudo, o executivo cita que esse é um negócio onde a empresa pretende estar e no qual já atua fora do território brasileiro. “Não queremos fazer isso como mais uma oferta. Entendemos que o movimento deve estar ligado as necessidades de negócio”, diz.

A fabricante tem parceiros locais para oferta de serviços de data center. Peixoto salienta que a construção de uma infraestrutura própria será uma decisão embasada em análise financeira. “Vamos ver alternativas para dar maior retorno para nossos clientes”, comenta.

O diretor aponta que, no momento, a preocupação das empresas que usam soluções da fabricante encontram-se voltadas mais com processo de gerenciamento de dados do que no local onde eles são processados. Atualmente, a companhia possui uma fábrica em Hortolândia (SP), um site em Eldorado do Sul (RS), além de um escritório comercial na capital paulista.

Orientação para serviços
A Dell trabalha para posicionar-se como provedora de soluções completas de TI. “Das últimas dez aquisições que fizemos, quatro foram na área de software como serviço (SaaS), quatro de serviços e apenas duas de hardware”, recorda Henrique Joji Sei, diretor de marketing e produto da fabricante no País.

Em setembro de 2009, a companhia comprou a Perot Systems por US$ 3,9 bilhões. A aquisição é vista como estratégia, pois fortalece o braço de serviços da fabricante na direção de prover soluções. Aos poucos, a empresa começa a trazer essa oferta para a operação local.

“O Brasil é um dos primeiros países na internacionalização da área de serviços. Esperamos, em breve, ter aqui todo portfólio que temos mundialmente”, projeta Peixoto, apontando que, quanto mais cedo disponibilizar esses produtos, mais rápido poderá captar negócios.

Segundo Diego Tomasetto Puerta, diretor de serviços e produtos da Dell Brasil, ainda falta indexar à subsidiária local, basicamente, serviços de BPO (sigla para terceirização de processos de negócio) e testes de aplicação.

Na nuvem
Vendo no mundo uma explosão dos dados virtuais e maior confiança dos CIOs no conceito de computação em nuvem, a Dell posiciona sua estratégia. “Vivemos uma era virtual. A maneira como a gente interage com a tecnologia mudou, isso impacta no uso e na forma de compra de TI”, sintetiza Sei.

A fornecedora começa a estruturar ações para ganhar corpo nessa seara mirando grandes data centers e provedores de soluções em nuvem (como cliente de seus equipamentos), empresas novas orientadas para esse segmento e um novo pacote de serviços modulares.

A fornecedora acredita que empresas trabalharão cloud computing dentro de uma abordagem híbrida, balanceando estruturas públicas e privadas. Nesse contexto, desenvolveu uma linha de servidores orientados para aplicações em nuvem. Outra frente reside em novos recursos de arquivamento e soluções focadas em e-mail, ambas baseadas em nuvem, para o mercado corporativo até o final do ano.

Atualmente, a companhia já possui algumas ofertas de ferramentas na nuvem. A Dell contabiliza cerca de 5 mil clientes, no mundo, de soluções deste tipo. Grande parte dos recursos, atualmente, rodam em data centers no México, Estados Unidos e Europa.


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