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Global Crossing reforça em 300 Gbps a capacidade de suas redes submarinas na AL

seg, set 7, 2009

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Com um número cada vez maior de aplicações migrando para a nuvem computacional, o volume de dados trafegados na internet aumenta exponencialmente. De olho nessa demanda crescente, a Global Crossing – provedora de soluções de comunicação IP – reforçou em 300 Gbps (Gigabytes por segundo) a capacidade de tráfego de sua rede submarina que atende a América Latina.

O investimento não foi revelado, mas a ampliação permitirá que a provedora trafegue 1,5 Tbps (Terabytes por segundo) de voz, dados e imagem gerados pelos mais de mil clientes regionais. Com ativações adicionais, a infraestrutura colocada em 2000 – ano da chegada da companhia ao Brasil - a expectativa é que essa capacidade comporte o crescimento das operações pelos próximos dois anos.

A malha de cabos na América do Sul liga-se ao Caribe para conectar-se à Europa e América do Norte. Trafegam pela rede da empresa informações de companhias multinacionais latino-americanas com operação global e estrangeiras que atuam na região. Operadoras também se servem dos serviços para conectarem-se a outros países.

No ano passado, a Global Crossing já havia ativado 100 Gbps, elevando para 1,2 Tbps a capacidade de tráfego de sua rede submarina na América do Sul. A expectativa era que tal reforço na banda comportaria o crescimento da operação regional pelos dois anos seguintes. Mas não suportou. “Acabamos vendendo isso em apenas um ano”, comemora Pablo Yañez, diretor de data center e produtos de internet da provedora, que completa: “Estamos crescendo acima do esperado”.

O executivo calcula que 80% da capacidade instalada em 2008 atendeu a demandas de internet no backbone internacional da Global Crossing. Além disso, revela Yañez, entre 70 e 75% do consumo veio de vendas realizadas dentro da carteira atual de clientes.

Segundo a empresa, o tráfego total IP aumentou 64,6% em 2008 em comparação com o ano anterior. O volume de voz sobre o protocolo de internet, nesse ambiente, cresceu 93% no período se comparado a 2007.

A provedora verificou um crescimento de 22% em sua operação brasileira ao longo dos últimos doze meses. Até 2006, os negócios no Brasil limitavam-se a oferta de conectividade internacional. Mas, há três anos, a empresa adquiriu a Impsat por US$ 347 milhões, ampliando a carteira de clientes locais e fortalecendo seu portfólio de serviços e alcance da rede.

A companhia contabiliza uma rede de cabos de 72 mil quilômetros estendidos no fundo do oceano, e presta serviços em mais de 690 cidades de aproximadamente 60 países, em seis continentes. Na região, são cerca de 37 mil quilômetros de fibra óptica.

Fonte: itWeb


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